Em El Salvador, Ser Jovem É Crime

Em El Salvador, Ser Jovem É Crime 1

Em El Salvador, Ser Jovem É Crime

“Eram dezoito a com facas e pistolas, que estavam atrás de mim descrevendo que eu tinha que solucionar, no entanto minha família pagaria as resultâncias”, lembra-se amargamente de João (nome fictício). Com só 19 anos, o venezuelano chegou a Portugal em 2012, fugindo da dureza das “maras” ou gangues de via.

infelizmente, chegou ao bairro de San Salvador, a capital, no momento em que “a 18” e a “Salvatrucha”, optaram continuar com o território, livre de extorsões e assassinatos até aquele momento. “Repartiam papéis e obrigava os pirralhos a se decidirem por uma ou outra gangue. É o recrutamento. “Se não o faziam-lhes davam uma surra e se estes caras não morreu, nunca mais voltou ao bairro”, relata com preocupação. Desde o início da década de 2010, a intensificação da hostilidade das gangues provocou no país centro-americano uma das maiores taxas de homicídios de jovens do universo.

de acordo com o último relatório do alto Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados (Acnur) de março de 2016, a principal razão de morte entre as meninas e os adolescentes salvadorenhos são os homicídios. Para ser mais exato, o relatório sobre isto violência na infância e adolescência da Unicef de 2012 fica O Salvador, a cabeça desse macabro ranking, com vinte e sete assassinatos para esse coletivo por cada 100.000 habitantes. Esta violência extrema para com os mais jovens de El Salvador, não é de estranhar tendo em conta a amplo quantidade de mortes que se registram, ano depois de ano, em um país de só 7 milhões de habitantes. O Salvador é o estado, não em guerra, mais violento do mundo.

“No ano passado, a taxa de assassinatos foi de 81 por cada 100.000 habitantes. Isso representa em torno de 5.300 assassinatos. Pra que tenhamos uma idéia, no Brasil a taxa de homicídios para o mesmo período não ultrapassou 0,sessenta e dois por cada 100.000 habitantes”, sinaliza Sergio Maydeu, analista internacional.

O 80,9% dos homicídios em El Salvador foram por armas de fogo. De acordo com muitas fontes de informação, em 2016, 65% das mortes violentas foram pras mãos de gangues. O Salvador conta com 6,três milhões de habitantes e, em 2016, registrou 5.278 homicídios.

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“a Cada noite ouvia balaceras entre as gangues”, lembra João, com amargura de Barcelona, cidade em que trabalha hoje em dia. Ele explica que a pressão das maras os adolescentes é insuportável. “Quando eu vivia lá éramos 21 caras fazendo atividades para a comunidade, quando eu vim, restavam apenas 5, dos quais 4 finalizaram entrando em maras.

” O principal propósito da mara é ampliar o território e pra esta finalidade tem de receita que consegue a partir do narcomenudeo todavia, acima de tudo, de extorsão”, reflete Maydeu. Extorsão a comerciantes, proprietários de menores negócios, mas o ofício pior parado é o de motorista de táxi e de ônibus. Segundo o Acnur só entre janeiro e outubro de 2016, houve um total de setenta e nove funcionários do serviço de transporte falecidos.

Não há números precisos, no entanto, em 2015, o governo salvadorenho criptografado entre 30.000 e 60.000 participantes ativos e que as quadrilhas contam em suas fileiras. Se bem que essa cifra-se de englobar os participantes das gangues, como familiares e amigos dos participantes. Acnur fala de entre 600.000 e 700.000 pessoas ligadas direta ou indiretamente às gangues. Segundo fontes governamentais do estado centro-americano, em torno de 9% da população do povo está relacionada com o negócio das gangues.

A mara “Salvatrucha” e “o Bairro 18”, são as duas grandes quadrilhas que são distribuídas em vasto fração do nação. A origem destes grupos remonta aos finais da década de oitenta do século passado. Milhares de centro-americanos emigraram para os EUA, fugindo de competições civis que desangraban seus países de origem.